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Artigos

A mente em primeiro lugar 1/29/2010

Tradução e comentários: Silvana Prado

Biologia da esperança e o poder do ser humano.

Norman Cousins é autor do livro "Anatomia de Uma Doença", pioneiro por seus estudos sobre os efeitos da mente no processo de cura de uma doença que o atacou e os médicos diziam incurável, dando-lhe pouco tempo de vida. Norman desafiou a medicina e aplicou em si mesmo, com a ajuda de seu médico, um tratamento que o levou à recuperação completa.

Neste segundo livro, Head First, ele aprofunda nos estudos sobre a influência da mente no corpo, após ser convidado a dar aula em uma famosa universidade americana, mesmo não sendo médico.

O que deu início a este convite feito pela Universidade a Cousin, foi um projeto que envolvia trazer dezenas de jovens japonesas, que ficaram desfiguradas pelo bombardeio de Hiroshima, para serem operadas. Os experts disseram que o projeto era impossível de ser realizado, pois as jovens não conseguiriam fazer os ajustes drásticos, culturais e sociais que exigiriam para que se submetessem as cirurgias e recuperação. Havia ainda o problema da linguagem, comida, além de terem de ficar quase todo o tempo em hospitais.

Graças a um general que discordou dos experts as jovens foram para os EUA, e ficaram 2 anos lá; não houve uma só jovem que não se ajustou. O que os experts não entenderam, é maneira que o espírito humano pode vencer evidências estatísticas quando existe profunda determinação e a antecipação de uma experiência amorosa.

Assim que entrou na Escola de Medicina para pesquisar, foi feita um estudo com os residentes da área, onde havia 2 perguntas: 1 – Você trocou de médico nos últimos cinco anos ou está pensando em trocar agora? 2 – Se você trocou de médico ou está pensando em trocar, qual a razão principal?

Para surpresa, 85% dos que responderam trocaram de médico ou estavam trocando. A razão também surpreendente é que os pacientes não trocaram o médico por falta de competência destes, mas pela maneira do médico tratá-los ou devido ao ambiente do consultório. Os pacientes tinham queixas com a falta de sensibilidade para suas necessidades ou a pouca (ruim) comunicação entre eles e seu médico.

Algumas reclamações:

• Saí do médico sentindo-me pior do que quando entrei....ele...

A grande mensagem do livro é que a mente influi no corpo e no tratamento. O médico é um dos fatores que ajuda nesta crença ou no desenvolvimento da esperança que auxilia o corpo voltar a lutar. Um médico frio e distante passará ao paciente nada, mas desespero....

Muitos médicos que são amigos do Apoiar comentam que estão sentindo o vazio que a medicina tradicional tem trazido as suas vidas. Percebem-se lutando contra o resultado da doença, então o paciente está sempre voltando ao consultório, pois as causas não são resolvidas. Muitos iniciaram cursos de acupuntura, homeopatia, Medicina Ayurvédica, na busca do real dom de curar prometido nas faculdades.

Os processos contra falhas médicas, negligência, imperícia tem aumentado. Com medo, os médicos pedem tudo quanto é exame para garantir que não haverá erro, o que aumenta tremendamente os custos para o sistema de saúde, mas na verdade uma das coisas que deveriam ser feitas é dar ao médico tempo para olhar e fazer um diagnóstico como os médicos antigos faziam, enquanto isto, as doenças aumentarão, os custos com saúde...

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