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Depressão e ansiedade em crianças e adolescentes

Fonte de informação: The American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP).
Tradução: Silvana Prado.

   Os pais, em geral, são os primeiros a reconhecer que seu filho tem um problema emocional ou comportamental. Ainda assim, a decisão de procurar ajuda profissional pode ser difícil e dolorosa para eles. O primeiro passo é tentar gentilmente conversar com a criança. Uma conversa honesta dá abertura para sentimentos serem expostos e geralmente ajuda. Os pais podem então decidir falar com o pediatra, o professor, ou outros adultos que conheça bem a criança. Ás vezes, somente estes passos resolvem o problema para a criança e a família.
Seguindo os passos abaixo, TALVEZ você encontre algum sinal de que sua criança ou adolescente precise de avaliação profissional. Mas lembre-se: somente um profissional poderá fazer um diagnóstico correto; portanto, se sentir que algo está tornando seu filho muito ansioso ou triste, procure ajuda.

Crianças menores

  • Declínio nas atividades escolares.
  • Notas baixas, ainda que estude muito.
  • Apresenta muita preocupação e ansiedade, como, por exemplo, recusa regularmente ir à escola, dormir, ou participar de atividades com outras crianças de sua idade.
  • Hiperatividade, tiques nervosos, movimentação constante do corpo e membros (não relacionado com brincadeiras).
  • Constantes pesadelos.
  • Agressividade e desobediência regular (mais de seis meses) e provocação constante de pessoas que tenham autoridade sobre ela.
  • Freqüente e inexplicadas “birras”.

Pré – adolescentes e adolescentes

  • Mudança marcante no desempenho escolar.
  • Incapacidade de lidar com problemas e atividades diárias.
  • Grandes mudanças nos hábitos alimentares ou sono.
  • Muitas reclamações sobre problemas físicos.
  • Fazer cenas sobre assuntos sexuais.
  • Depressão, demonstrada através de humor e atitudes negativas e prolongadas, acompanhadas de falta de apetite.
  • Abuso de álcool e/ou outras drogas.
  • Medo intenso de tornar-se muito gordo, ainda que seja magro e não tenha problema de peso, fazendo restrições à alimentação.
  • Ameaças de machucar-se ou machucar outros.
  • Comportamento autodestrutivo.
  • Crises de raiva e agressões constantes.
  • Ameaças e fugir de casa.
  • Desrespeito – de maneira violenta ou não, do direito de outras pessoas, oposição a qualquer autoridade, furtos ou vandalismo.
  • Estranhos pensamentos e sentimentos, e comportamentos extravagantes.

   Se o problema persistir por um longo período de tempo, especialmente se as autoridades envolvidas na vida da criança mostram-se preocupadas – professores, tios, etc – procure ajuda de um profissional especialista em saúde mental de crianças.

Medicamentos para crianças e adolescentes
Medicação pode ser uma parte importante no tratamento de crianças e adolescentes que apresentam transtornos psiquiátricos. Mas a recomendação para usar medicamento geralmente levanta dúvidas, preocupações e questionamentos. Tenha certeza de que o médico que voe procurou tenha experiência no tratamento de transtornos psiquiátricos de crianças e adolescentes. Ele ou ela deverá explicar todos os benefícios, efeitos colaterais perigos encontrados no uso do medicamento, e se houver, tratamentos alternativos.

   MEDICAMENTOS DEVEM SER SEMPRE USADOS COM ACOMPANHAMENTO, pois necessitam de supervisão constante, ajuste de doses, ou o uso de medicamentos adicional, quando necessário. A medicação é parte de um tratamento que deve incluir ainda terapia e ajuda dos pais.
Depois de feita a avaliação o médico fará o diagnóstico ou ainda poderá pedir exames adicionais como eletrocefalograma, mapeamento, etc. Ou mesmo a avaliação por outro profissional.
Os medicamentos podem ter efeitos colaterais simples ou sérios. Como em cada jovem são diferentes as reações, podem ser muito diferentes de um para outro paciente. Exija supervisão constante.
Não pare ou mude nenhuma medicação sem falar com o médico.
Quando prescrito adequadamente, de preferências por um especialista em crianças e adolescentes, e usado conforme a prescrição, o medicamento pode reduzir ou eliminar os sintomas e melhorar o funcionamento diário da criança com transtorno de ansiedade.
Medicamentos podem ser prescritos para os seguintes sintomas ou transtornos, mas não estão limitados aos citados abaixo:

  1. Molhar a cama (xixi) – se persistir regularmente depois dos cinco anos de idade e causar problemas de autoestima e problemas de interação social.
  2. Ansiedade – (recusa em ir à escola, fobias, medos e ansiedades generalizadas, ou Transtorno de Estresse Pós – traumático) se o problema mantiver a criança longe de suas atividades normais.
  3. Transtorno de atenção/ hiperatividade – apresentadas como sinais de pouca capacidade de estar atento falta de concentração, e agitação constante. A criança fica nervosa pelos mínimos motivos, tendo problemas com a família e amigos, e, em geral, também na escola.
  4. Transtorno de comportamento obsessivo – obsessões constantes (pensamentos problemáticos e repetitivos) e ou compulsões (repetição de comportamentos ou rituais como lavar as mãos continuamente, contagem, checar se as portas estão fechadas) vistas como atitudes tolas, mas que interferem com as atividades do jovem/ criança.
  5. Transtornos depressivos – sentimento de tristeza duradouro, sensação de não poder conseguir ajuda, de não ter valor e de culpa, incapacidades de sentir alegria, declínio na escola, mudanças em hábitos alimentares e do sono.
  6. Transtornos de alimentação – ou recusa a comer (anorexia nervosa) ou provocar vômitos (bulimia) ou a combinação dos dois.
  7. Transtorno Bipolar (maníaco depressivo) períodos de depressão seguidos com períodos de mania, que incluem irritabilidade, altos astrais, energia excessiva, problemas de comportamento, ficar acordado até tarde, e fazer grandes planos.
  8. Psicoses – sintomas incluem crenças irracionais, paranóia, alucinação (ver e ouvir coisas que não existem), afastamento social, comportamentos estranhos, extremamente desastrados, rituais persistentes e de deterioração de hábitos pessoais. Podem ser visitas no desenvolvimento de transtornos depressão severa, esquizofrenia, transtornos esquizoafetivo, e algumas formas de abuso de substâncias.
  9. Autismo (ou outro transtorno como Asperger’s síndrome) – caracterizado por severa deficiência em interações sociais, linguagem, habilidade de aprender.
  10. Agressão severa – que pode incluir agressões, danos excessivos a coisas ou prolongado auto-abuso; como bater a cabeça e se cortar.
  11. Problemas para dormir – sintomas podem incluir insônia, terrores durante a noite, caminhar dormindo, medo de separação, ansiedade.

   Para maiores informações procure ajuda especializada.
O APOIAR oferece informações, apoio e tratamento para jovens e crianças.
As terças feiras as 19h30 e também grupo de apoio aos familiares.

Avaliação
Uma avaliação da criança ou adolescente por um psiquiatra ou psicólogo é recomendada para qualquer criança que apresente problemas emocionais ou comportamentais. A maioria das crianças que apresentam problemas nestas áreas deve ser acompanhada por um profissional.
Uma avaliação completa requer várias horas, constituindo-se de mais de uma visita ao profissional de saúde mental, pela criança e familiares. Com a permissão da família professores e outros parentes podem ser chamados para informações adicionais.
Uma avaliação completa consiste em:

  • Descrição de problemas e sintomas presentes.
  • Informações sobre a saúde, doenças e tratamentos (saúde física e mental).
  • História dos pais e da família.
  • Informações sobre o desenvolvimento da criança.
  • Informações sobre a escola e os amigos.
  • Informações sobre relacionamentos familiares.
  • Entrevista pelo psiquiatra da criança e do adolescente.
  • Se necessários exames como se sangue, raios – X ou outros especiais como, por exemplo, de fala, psicológico educacional.

   O psiquiatra então desenvolve uma teoria, e descreverá os problemas que a criança apresenta e os descreverá – DE MANEIRA QUE OS PAS ENTENDEM E A CRIANÇA ENTENDA. A parte biológica, psicológica e social do problema é combinada nesta formulação com as necessidades de desenvolvimento, história e pontos fortes da criança ou adolescente.
Depois se abre um tempo para perguntas. Os pais geralmente fazem as seguintes perguntas, que os preocupam mais:

  • Meu filho é normal? Eu sou normal? Tenho alguma culpa no problema dele (a)?
  • Estou me preocupando muito?
  • Você pode nos ajudar? Pode ajudar nosso filho?
  • Meu filho precisa de tratamento? Eu preciso de tratamento?
  • O que está errado? Qual o diagnóstico?
  • Quais são as suas recomendações? Como a família pode ajudar?
  • Quanto vai custar o tratamento e por quanto tempo será?

   Os pais se preocupam sobre como serão vistos e avaliados durante a entrevista. O profissional, no entanto, está ali para ajudar a família, não para julgá-lo ou acusá-la. Eles escutam as preocupações e ajudam a criança ou adolescente e sua família a definir os objetivos imediatos e os mais longos a serem atingidos.
OS PAIS DEVEM SEMPRE PEDIR EXPLICAÇÕES SOBRE PALAVRAS OU TERMOS QUE NÃO ENTENDEM.
Quando um problema tratável é identificado, recomendações são feitas e um plano de tratamento é desenvolvido.
Informações- 16-3432-1233 ou pelo email: [email protected]

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