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CRIANÇAS OBESAS E ESTIGMA

CRIANÇAS GORDAS ENFRETAM MUITA DESCRIMINAÇÃO
Transtorno alimentar: obesidade
(July 12, 2007) -- NEW HAVEN, Conn. – Tradução Silvana Prado
Crianças com problemas de obesidade são humilhadas por seus companheiros da mesma idade, e recebem tratamento diferente de seus pais e professores, dando a elas um estilo de vida parecido com os das pessoas com câncer, de acordo com alguns estudos.
Jovens obesos contam que sofrem gozações, humilhações, rejeições. São mais sujeitos  a serem agredidos, e a sofrerem outros tipos de abuso e, por causa de seu peso, são de três a quarto vezes mais propensos a terem pensamentos suicidas, além, é claro, de sofrerem de diversos problemas físicos como pressão alta, e transtornos alimentares (bulimia), dizem estudos recentes.
"O estigma dirigido a criança obesas pelos seus amigos, parentes, professores e outras pessoas, é persistente e, no geral, implacável no que se refere a falta de piedade, dizem pesquisadores da Universidade do Havaí, no boletim de psicologia do mês de julho 2007. Este estudo é baseado em um acompanhamento que vem sendo feito por 40 anos, liderado por Rebecca Puhl da Universidade de Yale no Centro de Policiamento de Alimentos e Obesidade. Diz a autora do estudo: “Está havendo uma epidemia de crianças com problemas de obesidade no mundo inteiro. Em 2010, quase 50% das crianças norte americanas e 38% das crianças na Europa estarão sofrendo de obesidade.
Ainda que os programas para prevenir problemas de obesidade estejam crescendo, é preciso muito mais esforços para proteger estas crianças de abuso, diz Puhl.  "A qualidade de vida de crianças obesas é comparável com a de crianças com câncer, diz a pesquisadora, estas crianças estão sofrendo estigma em todo lugar que você olhar na sociedade, na midia, na escola, em casa.
E, ainda que, o numero de pessoas gordas esteja aumentando, não existem evidencias de que o estigma esteja diminuindo, e a televisão e outros meios de comunicação continuam e reforçar o estereótipos negativo do gordo.
"Esta é uma forma de preconceito aceitável em toda sociedade, diz Puhl, raramente é confrontada e é geralmente ignorada.  
A estigmatização de crianças gordas tem sido documentada ha décadas.
Por incrível que pareça criança com menos de três anos são as que mais dizem que seus companheiros gordos são maus, estúpidos, feios e  desleixados.
Estudos também indicam que pais e educadores têm preconceito contra crianças obesas. Em 1999, um estudo realizado com 115 professores do primeiro e Segundo grau, 20% disse que crianças obesas são desorganizadas, não se cuidam, e são menos propensas a terem sucesso e têm mais dificuldade em lidar com emoções.
"Mas o que mais surpreende é a força do estigma entre os pais dos jovens, diz a pesquisadora. Alguns estudos mostram que meninas obesas conseguem menos ajuda financeira dos pais do que garotas com peso normal. E demonstram ainda que, mesmo os pais, fazem piadinhas a respeito da obesidade dos filhos.
"É possível que os pais, joguem suas frustrações, raiva, e culpa na criança, fazendo julgamentos nocivos e atitudes pessimistas contra  criança, fazendo comentários críticos e negativos, dizem alguns autores. No entanto, mais estudos são necessários para o entendimento do problema.
Lynn McAfee, de 58, diz o seguinte: É impressionante o problemas que uma criança obesa sofre em todos os lugares. Você ouve tanto que não conseguirá ser nada que acaba acreditando e isto se torna sua verdade. Minha mãe me ofereceu um casaco de peles quando eu tinha oito anos, para me convencer a perder peso, e nós éramos uma família de pessoas pobres. Eu sentia que deixava todo mundo decepcionado comigo. Outras crianças tentavam me derrubar com suas bicicletas, e eu nunca conseguia fazer parte de nenhum time. Os professores não se importavam e nunca me defendiam.
Sylvia Rimm, autora do livro  "Rescuing the Emotional Lives of Overweight Children," diz que crianças obesas se sentem menos inteligentes, menos populares. A vida delas é uma luta constante, e sentem-se como se fossem uma espécie diferente."
Para algumas pessoas torna-se difícil ir ao médico quando necessitam. Uma pessoa conta que seu médico disse a ela que parecia um gorila. Ela nunca mais voltou no médico, e tem dificuldades em marcar consultas com medo do que vai ouvir.
"Discriminação de criança obesas é um problema importante que precisa, como discriminação com negros, de atenção e soluções. A crueldade contra crianças não pode ser aceita.
Source: Associated Press

Overweight Kids Face Widespread Stigma
(July 12, 2007) -- NEW HAVEN, Conn. - Overweight children are stigmatized by their peers as early as age 3 and even face bias from their parents and teachers, giving them a quality of life comparable to people with cancer, a new analysis concludes.
Youngsters who report teasing, rejection, bullying and other types of abuse because of their weight are two to three times more likely to report suicidal thoughts as well as to suffer from other health issues such as high blood pressure and eating disorders, researchers said.

"The stigmatization directed at obese children by their peers, parents, educators and others is pervasive and often unrelenting," researchers with Yale University and the University of Hawaii at Manatoa wrote in the July issue of Psychological Bulletin.
The paper was based on a review of all research on youth weight bias over the past 40 years, said lead author Rebecca M. Puhl of Yale's Rudd Center for Food Policy and Obesity.
It comes amid a growing worldwide epidemic of child obesity. By 2010, almost 50 percent of children in North America and 38 percent of children in the European Union will be overweight, the researchers said.
While programs to prevent childhood obesity are growing, more efforts are needed to protect overweight children from abuse, Puhl said.
"The quality of life for kids who are obese is comparable to the quality of life of kids who have cancer," Puhl said, citing one study. "These kids are facing stigma from everywhere they look in society, whether it's media, school or at home."
Even with a growing percentage of overweight people, the stigma shows no signs of subsiding, according to Puhl. She said television and other media continue to reinforce negative stereotypes.
"This is a form of bias that is very socially acceptable," Puhl said. "It is rarely challenged; it's often ignored."
The stigmatization of overweight children has been documented for decades. When children were asked to rank photos of children as friends in a 1961 study, the overweight child was ranked last.
Children as young as 3 are more likely to consider overweight peers to be mean, stupid, ugly and sloppy.
A growing body of research shows that parents and educators are also biased against heavy children. In a 1999 study of 115 middle and high school teachers, 20 percent said they believed obese people are untidy, less likely to succeed and more emotional.
"Perhaps the most surprising source of weight stigma toward youths is parents," the report says.
Several studies showed that overweight girls got less college financial support from their parents than average weight girls. Other studies showed teasing by parents was common.
"It is possible that parents may take out their frustration, anger and guilt on their overweight child by adopting stigmatizing attitudes and behavior, such as making critical and negative comments toward their child," the authors wrote, suggesting further research is needed.
Lynn McAfee, 58, of Stowe, Pa., said that as an overweight child she faced troubles on all fronts.
"It was constantly impressed upon me that I wasn't going to get anywhere in the world if I was fat," McAfee said. "You hear it so often, it becomes the truth."
Her mother, who also was overweight, offered to buy her a mink coat when she was 8 to try to get her to lose weight even though her family was poor.
"I felt I was letting everybody down," she said.
Other children would try to run her down on bikes to see if she would bounce. She had a hard time getting on teams in the playground.
"Teachers did not stand up for me when I was teased," McAfee said.
A study in 2003 found that obese children had much lower quality of life scores on issues such as health, emotional and social well-being, and school functioning.
"An alarming finding of this research was that obese children had (quality of life) scores comparable with those of children with cancer," the researchers reported.
Sylvia Rimm, author of "Rescuing the Emotional Lives of Overweight Children," said her surveys of more than 5,000 middle school children reached similar conclusions.
"The overweight children felt less intelligent," Rimm said. "They felt less popular. They struggled from early on. They feel they are a different species."
Parents should emphasize a child's strengths, she said, and teachers should pair up students for activities instead of letting children pick their partners.
McAfee, who now works for the Council on Size and Weight Discrimination, said her childhood experiences even made her reluctant to see a doctor when she needed one. She recalled one doctor who said she looked like a gorilla and another who gave her painkillers and diet pills for what turned out to be mononucleosis.
"The amount of cruelty I've seen in people has changed me forever," McAfee said.


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The Yale-Hawaii research report recommends more research to determine whether negative stereotypes lead to discriminatory behavior, citing evidence that overweight adults face discrimination. It also calls for studying ways to reduce stigma and negative attitudes toward overweight children.
"Weight-based discrimination is as important a problem as racial discrimination or discrimination against children with physical disabilities," the report concludes. "Remedying it needs to be taken equally seriously..."
Source: Associated Press


Rebecca M. Puhl of Yale's Rudd Center for Food Policy and Obesity.

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