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Medicamentos Efetivos no tratamento de Desordens de Ansiedade em Crianças

Fonte: NIMH is one of the 26 components that make up the National Institutes of Health, part of the Department of Health and Human Services.

Um  estudo múltiplo para avaliar o tratamento de desordens de ansiedade em crianças e adolescentes, promovido pelo Depto. Nacional de Saúde Mental dos EUA, revelou que medicamento é o dobro mais efetivo que placebo ou pílulas de açúcar. A pesquisa, que custou 1.7 milhões de dólares, envolveu 128 crianças e adolescentes com  idade entre 6 a 17 anos, por um período de 8 semanas. Os sintomas melhoraram em 76% para aqueles que usaram medicamento, comparado com somente 29% dos que tomavam o placebo. O estudo "Fluvoxamine para o tratamento de Desordens de ansiedade em crianças e Adolescentes, será publicado esta semana no  New England Journal of Medicine".

Ainda que desordens de ansiedade afetem 13 por cento das crianças e adolescente por um período de até 6 meses, tornado-se assim dentro as desordens psiquiátricas as mais comuns na área da ansiedade, estas desordens passam despercebidas – ou não reconhecidas -  e a maioria das crianças não recebe tratamento. 

Sinais comuns de desordem de ansiedade em crianças: preocupação excessiva sobre acontecimentos comuns do dia a dia, como ir à escola, participar de atividades escolares, fazer uma prova ou praticar um esporte. Algumas vezes aparecem sinais físicos como palpitação, suores, tremores, dores de estômago e de cabeça. Começa a haver então uma evitação de situações que produzem ansiedade, o que pode levar a isolamento social. Quando estes sintomas causam extremo estresse e interfere com o funcionamento da criança nas suas atividades normais, ela é diagnosticada como tendo desordem de ansiedade.

Estas desordens podem ser reconhecidas pela avaliação cuidadosa de um profissional da saúde. Desordens de ansiedade causam muito sofrimento e incapacita funcionalmente a criança. Ainda que muito não continuem sofrendo de ansiedade na vida adulta, outros continuarão e um diagnóstico precoce pode ajudar a prevenir futuros problemas mentais, inclusive tentativas de suicídio.

Os pesquisadores usaram 4 critérios para seleção dos candidates ao estudo, incluindo uma escala clínica, criada por eles para medir os sintomas. Os participantes também passaram por várias semanas  de extensas avaliações, durante as quais psicoterapia de apoio foi iniciada. Somente às crianças que não apresentaram nenhuma melhora no final do período é que entraram no estudo. Isto foi feito para evitar expor crianças a medicamentos, quando poderiam superar o problema somente com a terapia de apoio e encorajamento.

Steven E. Hyman, Diretor do NIMH, diz: Este estudo é um grande passo que damos na direção do entendimento de desordens de ansiedade em crianças e adolescente. No entanto, mais estudos são necessários para comparar a eficácia de terapias já existentes, incluindo a Terapia Cogn/Comp., com ou em combinação com medicamentos.

O medicamento usado neste estudo – fluvoxamine =Luvox – pertence à classe dos inibidores de serotonina (SSRI) que são usados para o tratamento da depressão e ansiedade em adultos. Estes medicamentos também são usados para aprovar o tratamento de comportamento obsessivo em adultos e crianças com 8 anos e acima. Crianças com desordem de comportamento obsessivo foram eliminadas do estudo, que se concentrou em 3 das ansiedades mais comuns: ansiedade generalizada, ansiedade de separação e fobia social.

Ainda que médicos prescrevam fluvoxamine(luvox) para crianças e adolescentes, com estes três tipos de desordem de ansiedade, este estudo é o primeiro realizado de maneira rigorosa, sobre a eficácia e segurança do medicamento no tratamento das doenças,  diz Daniel Pine, Chefe do Development and Affective Neuroscience and Child and Adolescent Research in the NIMH's Intramural Mood and Anxiety Disorders Program,  um dos pesquisadores. Cada criança ou adolescente que tem suas atividades interrompidas por distúrbios de ansiedade, deve procurar ajuda de profissional adequado, para escolher o melhor tipo de terapia.

Nenhum efeito colateral mais severo apresentou-se neste estudo, ainda que 49% dos participantes que tomavam o medicamento reclamaram de dor de estomago, comparado com 28% que tomavam placebo. A medicação mostrou também ajudar no aumento das atividades, o que não aconteceu com quem tomava o placebo. Os efeitos colaterais no entanto são suaves, e somente 5 das 63 crianças do grupo usando medicamento pararam o tratamento por causa de sérios efeitos colaterais, comparado com 1 criança que usava placebo.  A maioria dos participantes tinha menos de 13 anos. Metade era meninos, 65% brancos e 35% pertencentes a outras classes étnicas.

Os estudos foram conduzidos em cinco lugares diferentes todos patrocinados pelo NIMH.

Os autores do estudo estão relacionados abaixo de acordo com o lugar da pesquisa: 

Johns Hopkins University: John Walkup, M.D., Mark Riddle, M.D., Michael Labellarte, M.D.  New York State Psychiatric Institute at Columbia University: Daniel Pine, M.D., Laurence Greenhill, M.D., Rachel Klein, Ph.D., Mark Davies, M.P.H. Duke University: John March, M.D., M.P.H., Scott Compton, Ph.D.New York University: Howard Abikoff, Ph.D., Sabine Hack, M.D., Brian Klee, M.D. University of California Los Angeles: James McCracken, M.D., Lindsay Bergman, Ph.D., John Piacentini, Ph.D. Nathan Kline Institute: James Robinson, M.Ed., Thomas O'Hara, Sheryll Baker, Ph.D. National Institute Mental Health: Benedetto Vitiello, M.D., Louise Ritz, M.B.A., Margaret Roper, M.P.H.

 

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