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Três em cada quatro crianças possuem uma doença mental

 BALTIMORE – Mais crianças parecem apresentar sinais e sintomas de doença mental nos pronto socorros, em número cada vez maior está sendo diagnosticada com estes tipos de transtornos, de acordo com dois novos estudos realizados pela Sociedade Acadêmica de Pediatria.

No primeiro estudo, a equipe da Dra. Grupp-Phelan testou 600 crianças e 600 mães que procuraram o Pronto Socorro com reclamações não urgentes.

A maioria dos pacientes da cidade eram americanos africanos, e a metade deles passaram pelo Medicaid (Plano de Saúde dos EUA).  Além disto, 60% das mães estudaram até o colegial e outras não. “Então começamos sabendo que estes grupos de pessoas são de alto risco”.

Nas entrevistas com as mães no pronto socorro, estas foram questionadas a respeito do estresse, ansiedade, depressão e outros comportamentos em suas crianças que pudessem indicar uma desordem de conduta.  Crianças acima de 8 anos foram entrevistadas individualmente. 

Ainda que sintomas não signifiquem diagnósticos, esses dados são muito importantes. O grupo conclui que 75% das crianças se enquadraram em pelo menos um transtorno mental; os outros 25% manifestaram 4 ou mais transtornos. 

O grupo também estuda a relação entre depressão materna e doença mental em crianças.Neste caminho, eles constataram que 92% das crianças que se enquadraram em uma doença mental tiveram mães que afirmaram estarem deprimidas. 

“Se a mãe tem um transtorno mental, existe uma probabilidade alta de que a criança esteja passando por problemas também”. Mas ainda não está claro se isto é devido à genética ou se a criança está estressada ou deprimida de viver em uma casa com uma mãe com uma doença mental. 

Mas isto oferece aos médicos do pronto socorro um ponto de partida claro para futuras intervenções, pois as mães podem ser facilmente detectadas nas salas de emergência. 

Dra. Grupp-Phelan está tentando desenvolver uma intervenção simples para pacientes com indicações de sofrimento moral. Esta intervenção pode incluir identificar as famílias com problemas, fazer acompanhamento por telefone ou informar onde procurar ajuda.

Em um outro estudo, o Dr. Garrison, pediatra da Universidade de Washington, constatou que as doenças mentais eram a causa principal da hospitalização de crianças no estado de Seattle de 1998 – 1999.

Constataram também que o total de admissões no hospital havia abaixado para 34% para crianças entre 5 e 14 anos, e adolescentes entre 15 e 19, e a taxa de hospitalização para doenças mentais subiu e é agora responsável por 12% de admissões de jovens e 20% para os adolescentes.

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